Após agradecer Paulo Gustavo, Marcelo Cosme diz: “Não quero ser só o gay do telejornal”

O jornalista, em entrevista, elucidou temas como - levantar bandeira, carreira e suas pretensões

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Após a morte do ator Paulo Gustavo, o jornalista Marcelo Cosme comentou sobre a representatividade que os trabalhos do humorista trouxeram em sua vida. Marcelo, inclusive, destacou que o ator foi peça fundamental para que ele trouxesse sua orientação sexual à tona. Desta vez, o jornalista, em entrevista, elucidou temas como – levantar bandeira, carreira e suas pretensões.

Eu já tinha revelado, no início do ano, que namorava um cardiologista, ao comentar sobre a pandemia. Meu namorado trabalha em uma UTI de coronavírus. Quando falei isso no ar, teve uma grande repercussão nas redes sociais. Mas quando sai do estúdio, ninguém falou absolutamente nada comigo porque isso é muito natural na emissora. Aqui ninguém é tratado como o gay, o negro, o gordo. Todo mundo é igual. Na nossa equipe temos diversas pessoas homossexuais. Por que meus colegas podem falar que têm esposa, marido e eu não poderia falar que tenho namorado? Enquanto isso chamar a atenção das pessoas, a gente vai precisar falar, disse à Veja.

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Não sou militante da causa LGBT. Mas acho que todo mundo tem o seu papel. Não quero ser só o gay do telejornal. Eu sou o Marcelo, filho, pai, jornalista, gay, vizinho, cunhado, colega de trabalho. Ser gay não é menos ou mais importante de tudo o que eu sou. Mesmo não sendo militante, eu tenho um papel fundamental. Nunca tive referências gays dentro do telejornalismo com apresentadores. 

Sobre se assumir, Cosme revelou que foi um processo demorado de autoaceitação e de relatar para família, deixou claro ainda que só se sente pleno há dois anos. Foi só com 28 anos que eu tive coragem de ficar com o primeiro homem. Depois disso, ainda levou dez anos até contar para os meus pais, quando eu já tinha 38 anos. Mas só tenho essa vida plena mesmo, de uns dois anos para cá.

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