Caio-Coppolla CNN (Divulgação)
Caio-Coppolla CNN (Divulgação)

A polêmica sobre a demissão de Leandro Narloch, que atuava como comentarista da CNN, mas foi demitido após proferir algumas falas tidas como homofóbicas ainda está dando o que falar. Quem resolveu trazer à tona o que pensa foi Caio Coppolla.

Com uma postura mais cética e conservadora, Caio ganhou notoriedade na Jovem Pan e sempre recebeu comentários elogiosos por suas análises. Agora na CNN, na edição noturna do quadro ‘O Grande Debate’, Coppolla saiu em defesa de Narloch.

Caio destacou que Leandro foi injustamente tachado de homofóbico, visto que tal acusação não condiz com a postura já conhecida do jornalista. Enfatizou também que Narloch usou dados científicos para embasar sua argumentação.


Além do mais, Coppolla aproveitou o ensejo para tecer críticas à cultura do cancelamento – termo que denota até um certo primarismo infantil, mas está cada vez mais em voga. Segundo internautas, o comentarista não conseguiu finalizar a sua fala, pois teve o seu microfone silenciado pela produção.

Polêmica sobre HIV e doação de sangue

O STF derrubou a restrição que proibia homossexuais de doarem sangue, essa briga já se estendia há muito tempo, inclusive, sempre foi alvo de polêmicas. Segundo Narloch, ele concordou expressamente com a decisão.

Conforme o Observatório G já reportou, de acordo com o Protocolo do Ministério da Saúde, existe a prevalência de HIV em alguns grupos específicos, mas isto não está relacionado à promiscuidade e sim com falta de políticas públicas preventivas proficientes. São eles – Mulheres profissionais do sexo, gays e outros HSH (Homens que fazem sexo com homens), pessoas que usam drogas e pessoas trans. Vale frisar que muitos desses grupos são rechaçados de casa, marginalizados e buscam o refúgio nas ruas, ou seja, aumenta a suscetibilidade à doenças.

* Agência da Aids também tem um artigo sobre isso, onde destaca o princípio da equidade e sentencia:“É preciso investir maciçamente em campanhas de divulgação em veículos de comunicação, sites, revistas, programas de rádio, tvs, jornais, voltados para a comunidade gay. Mais do que nunca o o Governo e o movimento Gay precisam fazer o preservativo, o gel lubrificante, as máquinas dispensadoras de camisinhas em boates, saunas e cinemas de freqüência gay saírem do armário”.