Me Chame Pelo Seu Nome (Divulgação)

“Me Chame Pelo Seu Nome”, drama de 2017, recebeu críticas ferozes após a escalação dos personagens. O diretor Luca Guadagnino respondeu algumas polêmicas em torno do filme, sobretudo sobre personagens heterossexuais interpretarem gays, em entrevista ao jornal The Independent.

“Eu li muito sobre Freud para levar a sério esse tipo de crítica. O que significa que honestamente eu não tenho direito de decidir se um ator é hétero ou não”, falou ele. “Quem sou eu para saber o que alguém pensa de si mesmo dentro de si?”, disse.

Se eu tivesse que escalar o que as pessoas acham que é real para um papel, eu não seria capaz de escalar. Não posso escalar um gay para interpretar Oliver. Tenho que escalar Oliver para interpretar Oliver porque as identidades dos homens gays são tão múltiplas quanto as flores no reino da terra. Portanto, não existe uma identidade gay. Uma pessoa que é gay é completamente diferente de outra que é gay”.


Se eu tiver que ser preciso nesse tipo de observação maçante, eu poderia elencar Oliver, mas Oliver não existe. Ele é uma criatura de André Aciman [autor do livro em que se baseia o roteiro do longa]. Voltamos ao último ponto que quero destacar, que é que a beleza de atuar é a possibilidade da criação e incorporação de novos seres por meio da arte de atuar”, analisou o cineasta.