Evaristo Costa
Evaristo Costa ao promover enquete sobre visual (reprodução Instagram)

Alguns sites noticiaram que o governo americano e inglês teriam recomendado por meio de redes sociais que as pessoas raspassem barba ou bigode, moda entre os gays, pois o acúmulo de pelos no rosto eram potenciais transmissores do Covid-19.

Inclusive, algumas celebridades e atletas já anteciparam e rasparam seus pelos faciais, com medo do contágio. Mas será que isto é verdade ou apenas mais uma teoria conspiratória da internet?

O fato é que a ligação entre a possível transmissão da doença pela barba e bigode se daria pelo uso de máscara. Isso porque, dependendo do tipo de pelos faciais e tamanho, não vedariam totalmente as máscaras de proteção.


Imagem: CDC USA

O Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos informou em seu perfil no Twitter que não recomenda máscaras faciais ou respiradores para uso público em geral, mas somente para quem apresenta sintomas de problemas respiratórios.

Nathalie MacDermott, especialista em infeções do King’s College, em Londres, revelou ao Standard: “O perigo de uma barba ao usar uma máscara facial é que ela pode não se encaixar no rosto da pessoa com segurança e fornecer uma barreira suficiente para proteger o indivíduo/saúde do trabalhador.”

O youtuber Eddie, do Manual do Homem Moderno, explica como a barba e o bigode poderão sim, reter o vírus por um tempo e ser um fator de transmissão e ainda lamenta o fechamento das barbearias na quarentena. Veja vídeo:

O grande problema da barba está mais na questão de higiene básica do que qualquer outra coisa. Isso porque as secreções podem ficar alojadas nos pelos faciais com maior facilidade e transmitir por contato”.

Ou seja, quem quiser ter e manter seus pelos faciais, basta ter o cuidado redobrado com a higiene diária, mantendo rosto e barba limpos, procurar espirrar e tossir no antebraço ou bíceps e jamais encostar o rosto em objetos de uso público, obedecendo a distância recomendada.