histórico bar gay Stonewall Inn, em Nova York, no dia 24 de maio — Foto: Reuters/Shannon Stapleton
Marinheiro tira foto em frente ao histórico bar gay Stonewall Inn, em Nova York, no dia 24 de maio — Foto: Reuters/Shannon Stapleton

O chefe da polícia de Nova York pediu perdão pela repressão violenta contra a comunidade LGBT durante os protestos de Stonewall, em junho de 1969. O comunicado foi publicado na quinta 6 deste mês.

“O que ocorreu não deveria ter ocorrido, as ações da NYPD (polícia de Nova York) foram um erro”, declarou James O’Neill, a poucos dias dos eventos pelos 50 anos dos protestos que serviram de marco da luta pelos direitos dos homossexuais.

“Os atos e as leis eram discriminatórios e tirânicos e, por isso, me desculpo”, declarou O’Neill em entrevista coletiva sobre as medidas de segurança para os eventos que vão celebrar esse fato histórico na cidade.


A Revolta de Stonewall

Em 28 de junho de 1969, membros da comunidade LGBT protestaram contra uma batida policial no Stonewall Inn, um conhecido bar gay do bairro de Greenwich Village.

Neste dia, dentro do bar, policiais agiram de forma truculenta e prenderam vários frequentadores e imediatamente, na manhã do outro dia, lideranças da comunidade LGBT começaram a reivindicar direitos através de uma série de protestos que perdura até os dias de hoje com as Paradas do Orgulho LGBT em todo o mundo.

Segundo o G1, o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, anunciou recentemente que a cidade vai dedicar um monumento a duas mulheres transgênero, heroínas da luta pelos direitos LGTB e participantes dos protestos de Stonewall.