Motorista de aplicativo
Motorista de aplicativo (Foto: Reprodução)

“Gay não entra no meu carro”, foi com essa frase que o fisioterapeuta e empresário Célio Moreira de Andrade Júnior, 26 anos, foi impedido de pegar uma corrida de aplicativo na noite da última sexta-feira (07/01) em Campo Grande/MS. As informações são do Campo Grande News.

Célio contou que o caso ocorreu por volta das 20h30. Ao sair do trabalho, o empresário solicitou uma corrida de aplicativo, mas a surpresa veio quando o motorista chegou. ”Me aproximei e perguntei se aquele era o veículo. O motorista perguntou se eu era gay, respondi que sim e questionei o motivo da pergunta”, disse.

Segundo Célio, a resposta do motorista foi curta e direta: ”Gay não entra no meu carro”, disse o homem. ”Eu perguntei: você sabia que isso é homofobia? Ele só ergueu o vidro do carro e foi embora”, lembrou.


Célio entrou em contato com a empresa responsável pelo aplicativo e denunciou o caso mas fora aconselhado a procurar uma delegacia. Após sofrer com o ato de homofobia, o fisioterapeuta solicitou outra viagem por aplicativo e recebeu total apoio de outro motorista, o mesmo não o cobrou pela corrida.

Já na delegacia, o jovem de 26 anos afirmou que recebeu total amparo do delegado de plantão. ”O delegado até comentou que o motorista poderia ter feito algo comigo se eu tivesse entrado no carro”, disse César ao Campo Grande News.

Segundo César, esta não fora a primeira vez que sofrear por homofobia em corridas de aplicativo e revelou que o seu intuito com esta denuncia não é expor o funcionário da empresa de corridas online, e sim encorajar que demais pessoas como ele façam denuncias.