Ludmilla (Reprodução/Instagram)
Ludmilla (Reprodução/Instagram)

A cantora Ludmilla está em grande ascensão em sua carreira, e isso é um fato. O ano de 2019 foi um dos melhores anos de sua vida, além de lançar parcerias musicais e ser reconhecida internacionalmente ela também recebeu um dos maiores prêmios de música dados pela Multishow, como o de Cantora do ano, e também se casou.

Mas nem sempre foi assim, ela contou a Revista Maria Claire, como foi o começo de sua carreira, as dificuldades enfrentadas por ser mulher em um meio expressivamente masculino e a hipocrisia que cerca o mundo do funk.

“É um espaço difícil para nós. O apelo é muito diferente. Quando entra um cara no palco, sem camisa, não precisa nem cantar. É só dizer ‘boto meu pau aqui, boto meu pau ali’ e pronto. Se a mulher canta ‘vem aqui e cai de boca na minha ***’, todo mundo diz: ‘Que baixa, que suja’. O camarim era sempre compartilhado, eu era sempre a única menina”, conta Ludmilla.


Lud lembrou ainda do caso de assédio que sofreu por dono de rádio, “Ele veio, tirou foto comigo, desceu a mão e deixou parada na minha bunda. Tirei a mão dele e falei: ‘Ei, você não pode fazer isso’. Ele começou com umas de ‘Ah, sou o dono da rádio’. Podia ser dono da puta que pariu, eu ia embora daquele caralho. Chamei meu tio e sumi.”

A funkeira também comentou sobre a hipocrisia que cerca o mundo do funk, “Vira e mexe querem proibir o funk. É ano de eleição e tem político querendo levantar isso, em vez de pegar uma causa decente. A menina Ágatha morreu de tiro e não vi nenhum político prestar sentimentos à família, bancar o velório”.