Matheus Ribeiro
Matheus Ribeiro (FOTO: Reprodução/TVGlobo)

Conhecido por se tornar o primeiro jornalista assumidamente gay a apresentar o Jornal Nacional, Matheus Ribeiro protocolou no Ministério Público Federal nesta sexta-feira (7), uma denúncia contra o radialista Luiz Gama.

Poucos dias após concretizar sua participação no Jornal Nacional, o Matheus foi vítima de comentários homofóbicos proferidos por Gama em seu perfil no Twitter, onde ele criticava a Rede Globo pela contratação do jornalista.

“Putz! Onde o Brasil vai parar? Queimar a rosca agora é moda. Um apresentador de telejornal de qualidade média virou a bola da vez no jornalismo nacional só porque revelou que sua rosquinha está à disposição. A qualidade profissional que se f…”, escreveu Gama.


Logo depois, o jornalista, que na época era locutor da Band News FM de Goiânia, soltou indiretas não só para a Globo, como também falou sobre a promoção que Maju Coutinho recebeu dentro da emissora.

“O @jairbolsonaro está corretíssimo ao acabar com o registro na DRT e por acabar com a exigência de diploma para jornalistas. Afinal, tem uma fraquíssima em rede nacional só por causa da cor da pele e outro comunzão fazendo fama só porque avisou que queima a rosca”, declarou.

Em entrevista ao site Observatório da TV o advogado de Matheus Ribeiro, Ricardo Sidi, afirmou que a denúncia foi dirigida ao Ministério Público Federal de Goiás tendo em vista a competência da Justiça Federal daquele estado para julgar o crime.

“O objeto da notícia de crime que levamos hoje ao MPF não foram as ofensas pessoais contra Matheus ou Maju, mas sim a prática e a incitação à discriminação, ao preconceito e à violência contra todos os homossexuais”, esclarece Sidi.

Vale destacar que que desde junho do ano passado a discriminação por conta da sexualidade, é considerado crime no Brasil. Caso seja avaliado pela justiça, o criminoso pode ter pena de até três anos de prisão.

Para a defesa de Matheus, a expectativa é que o caso seja avaliado pela Justiça Federal, para que o radialista responda a uma ação penal, na qual poderá ser condenado até cinco anos de prisão.