Pabllo Vittar
Pabllo Vittar (Reprodução/Time)

A cantora Pabllo Vittar voltou a falar sobre os constantes boicotes que acaba sofrendo das rádios brasileiras, pelo fato dela ser uma drag queen. Em entrevista ao jornal El País a artista disse que o preconceito a fortalece.

“Sofro boicotes nas rádios, que pararam de tocar minhas músicas, alguns empresários não me chamam mais. É muito triste”, disse Pabllo. E completou: “No final, isso só me dá mais vontade de fazer o meu e mostrar que o pessoal da comunidade [LGBT] tem, sim, voz ativa. E a gente vai continuar falando, porra!”.

Em outro momento da entrevista, Pabllo comentou a declaração do deputado federal Alexandre Frota (PSDB), de que ela seria melhor ministra dos Direitos Humanos, do que Damares Alves.


“Acho que ele se equivocou. Quem tinha que estar lá é uma mulher com competência de verdade, com pensamentos coesos e propostas que realmente vão mudar a vida das mulheres, sabe? Acho que falta alguém lá com esse tipo de pensamento, não eu. Meu lugar é na música, colocando maquiagem, salto (risos)”, comentou.

Mesmo não sendo muito ativa quanto a assuntos políticos, Pabllo afirmou que não precisa que suas músicas sejam politizadas. Para ela, só por ser uma drag queen, isso já é significativo.

“Eu nunca fiz uma música política. Busco falar de amor, das minhas vivências, dos meus desejos, mas as minhas letras, em si, só por serem cantadas por uma drag, já têm um impacto político muito grande”, declarou a dona do hit Flash Pose.