Bandeira LGBT
Bandeira LGBT (Foto: divulgação)

O Parlamento Europeu adotou um texto, há um ano e meio, para coibir a prática de ‘cura gay‘ no país. “Essas práticas não só existem como estão se desenvolvendo”, disse Timothée de Rauglaudre, jornalista e escritor.

Nesse sentido, o jornalista e um repórter chamado Jean-Loup Adénor se infiltraram nesses grupos que costumam tentar essas terapias de conversão, para uma investigação minuciosa. “cura gay em atuação na França, Courage e Torrents de Vie. As imagens da apuração se tornaram um documentário, Homothérapies – Guérisons forcées (Homoterapias: curas forçadas”, em tradução livre).

A sessão se inspira nos Alcoólicos Anônimos. Os encontros começam com ‘Bom dia, me chamo Fulano e tenho atração por pessoas do mesmo sexo’”, relatou Adénor, em sua audiência na Assembleia francesa. Além do mais, ele chegou a questionar se tinha chances de voltar a ser hétero, e os responsáveis pela prática atentaram que sim.  


Eram gritos horríveis. A equipe veio imediatamente me ver e dizer para eu não me preocupar, porque ‘quando o Cristo tira um demônio de um corpo, não é para ir morar em outro’”, conta o repórter.

Vale frisar que a atividade, apesar de ser expressamente ilegal, é tolerada. Aliás, o próprio ministro conservador Jens Spahn, homossexual assumido, se manifestou sobre o caso. “Desejo a proibição dessas terapias, porque a homossexualidade não é uma doença, portanto não precisa de tratamento”, disse ele em julho, conforme pontua o G1.