Thalita Carauta
Thalita Carauta (FOTO: AGNews)

Thalita Carauta atualmente pode ser vista em Segunda Chamada, minissérie da TV Globo que trata dos desafios da educação de jovens e adultos, na esfera de problemas sociais. Aproveitando a deixa, homenageou uma mulher que é sua tia e também foi professora.

O registro resgatado pela atriz foi em 2004, há 15 anos atrás. que começou escrevendo o seguinte: “Essa é minha tia, Célia Regina. Professora. UERJ, UFF, e hoje UFRJ. Ela que enxergou alguma coisa e me colocou no Tablado; e também quem pagou os 6 anos do curso. A única mulher na família, da sua geração, a se formar numa faculdade. A única (isso inclui os homens) que atravessou mestrado e doutorado. A única doutora/o da minha família“.

Além de falar sobre o currículo de sua tia, Thalita exaltou a importância que Célia Regina tem em sua vida: “A força educadora se manifesta em alguns indivíduos para operar milagres em outros. Numa entrevista me perguntaram se tive algum professor meu, que foi mais especial. Eu disse que não. Se a entrevista fosse hoje a resposta seria diferente.


Não foi exatamente numa sala de aula, mas minha tia Célia sem dúvida foi a educação que me apontou para o infinito dos meus sonhos e possibilidades. Eu tenho uma triangulação que reina soberana nas minhas vontades: meu ofício, minha inclinação teóloga e minha necessidade de viver ‘nto the wild'”.

A artista, que é assumidamente lésbica, ainda resgatou memórias afetivas: “Tudo ela apontou. Memória de infância é ela rolando igual bife na areia da praia dizendo que era pra pegar energia, nós sobrinhos ou ríamos ou ficávamos com vergonha. Muitos mestres e centenas de cristais espalhados pela sua casa. Até hoje.

Ela me falou das ‘As Brumas de Avalon’, quem leu? Ela me levava pra fazer trilha na floresta. Para encontros espiritualistas. No dia de hoje escolhi falar dela. Obrigada tia! A professora mais especial foi você. Essa foto foi no Circuito Carioca de Esquetes em 2004. Ganhei prêmio de melhor atriz. Até hoje ela vai em todas as minhas apresentações”.

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Essa é minha tia, Célia Regina. Professora. UERJ, UFF, e hoje UFRJ. Ela que enxergou alguma coisa e me colocou no Tablado; e também quem pagou os 6 anos do curso. A única mulher na família, da sua geração, a se formar numa faculdade. A única (isso inclui os homens) que atravessou mestrado e doutorado. A única doutora/o da minha família. A força educadora se manifesta em alguns indivíduos para operar milagres em outros. Numa entrevista me perguntaram se tive algum professor meu, que foi mais especial. Eu disse que não. Se a entrevista fosse hj a resposta seria diferente. Não foi exatamente numa sala de aula, mas minha tia Célia sem dúvida foi a educação que me apontou para o infinito dos meus sonhos e possibilidades. Eu tenho uma triangulação que reina soberana nas minha vontades: meu ofício , minha inclinação teóloga e minha necessidade de viver “into the wild “. Tudo ela apontou. Memória de infância é ela rolando igual bife na areia da praia dizendo que era pra pegar energia, nós sobrinhos ou ríamos ou ficávamos com vergonha. Muitos mestres e centenas de cristais espalhados pela sua casa. Até hoje. Ela me falou das “ As Brumas de Avalon”, quem leu? Ela me levava pra fazer trilha na floresta. Para encontros espiritualistas. No dia de hoje escolhi falar dela. Obrigada tia! A professora mais especial foi vc. Essa Foto foi no Circuito Carioca de Esquetes em 2004. Ganhei prêmio de melhor atriz. Até hj ela vai em todas as minhas apresentações. #obrigadaprofessora #diadoprofessor

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