Evandro Santo (Reprodução/Instagram)
Evandro Santo (Reprodução/Instagram)

Após passar por um caso de homofobia, o humorista Evandro Santo disse que não conseguiu entender a postura de algumas pessoas da comunidade LGBTQ+, que fez criticas severas a sua pessoa.

A declaração de Evandro foi dada durante uma entrevista ao jornalista Marcelo Bonfá, no programa Pingue-Pongue com Bonfá, publicado nesta sexta-feira (25), no YouTube.

“Que eu nunca apoiei a causa LGBT? Isso é uma palhaçada, porque eu sempre fui em todas as Paradas [Gay], tenho muitos amigos gays. O que é militar? O que é ser militante? O que é ser isso? Muita gente fala muito na internet e não faz nada. Outro dia eu vi que uma casa de travestis e gays que estava quase fechando, porque não tinha verbas, por falta de doações. Então é muito grito, muita voz na rede social e na prática nada”, relatou o humorista.


Amor, olha as matérias minhas no Pânico da Parada Gay. Fui expulso de casa porque era gay. Silvetty Montilla e Leo Aquilla me apoiam. Nany People, sabe? Pessoas que me adoram. Qualquer lugar que eu vá, nunca fui agredido por um gay. É muito É muito estranho isso, porque tem gente que fala assim: ‘cara, minha mãe te adora e o seu personagem me ajudou a me assumir'”, disse o ex-pânico.

E completou: “Entrei na TV como gay assumido em todos os meus trabalhos, fui gay em horário nobre de domingo, num programa de homens, sabe? Quer mais militância que isso? Minha entrevista com [Danilo] Gentili bateu o [Jair] Bolsonaro, recorde história. O que mais eles querem? O que mais eles querem? O que mais?”.

Em outro momento da entrevista, Bonfá chegou a lembrar de um vídeo que circula na internet, no qual Evandro debate com jornalista Fefito, sobre homofobia no Brasil. Nas redes sociais, muitos LGBTs interpretaram que o comediante não acredita que exista preconceito contra gays.

“Sempre teve homofobia. Muito. Mas os gays conquistaram muito espaço. Hoje a gente tem saunas, aplicativos, podemos andar de mãos dadas na Augusta, na Paulista, mas a violência no Brasil é geral e reflete no gay, porque o gay é da sociedade. Então a violência é com gay, é com a mulher que apanha porque não quis dar o celular, é o uber que é assaltado, a violência reflete em todo mundo, entendeu?”, comentou.