Assunto do último final de semana, a tentativa de censura LGBT+ por parte do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), não teve uma cobertura à altura do caso na tela da Record TV.

Através das redes sociais, os internautas notaram que a rede de televisão dos fundadores da Igreja Universal do Reino de Deus, não deu muita atenção ao caso e criticaram. Para quem não sabe, Crivella é bispo da Universal e também sobrinho de Edir Marcedo, dono da Record.

Logo no início da polêmica, na sexta-feira (6), o caso de censura à revista em quadrinho dos Vingadores, que mostra dois heróis gays se beijando, apenas teve foco na postura do prefeito. Desde então, o assunto apenas foi abordado de maneira superficial no Domingo Espetacular, que agora tem Mariana Weickert como repórter.


De forma discreta, apenas dando uma “nota coberta”, a emissora se restringiu a dar 60 segundos ao caso. Logo em seguida, o programa voltou às pautas costumeiras sobre curiosidades, por exemplo, falando sobre um acidente causado por elefantes no Sri Lanka.

No último final de semana a tentativa de censura vinda por parte do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella tomou conta das redes sociais. Isso porque, após o pedido de recolhimento dos livros com temática LGBT+, o caso foi parar no Superior Tribunal Federa (STF).

A resposta sobre recolher ou não recolher os livros LGBTs, saiu ainda neste domingo (8), quando o ministro Dias Toffoli suspendeu a decisão judicial proferida pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o desembargador Cláudio Mello Tavares, expedida no sábado (7), que autorizava o recolhimento de obras literárias com temas LGBT+ na Bienal do Livro.