O ex-deputado federal Jean Wyllys usou seu perfil do Twitter nesta segunda-feira (23), para criticar a fala do jornalista Ernesto Lacombe, que viralizou nas redes sociais após tentar justificar o assassinato da menina Ágatha, no Rio de Janeiro.

“O abismo em que o Brasil se encontra – do qual a morte da garotinha Ágatha é a expressão mais dolorosa – em parte foi cavado pela mediocridade intelectual e pelos preconceitos de jornalistas como Ernesto Lacombe. Ainda bem que há uma Sílvia Poppovic para contrapor!”, escreveu Jean, que também é jornalista.

Em outro momento, Jean apontou que Lacombe, como um jornalista, tem o privilégio de ter acesso à informação de qualidade e que, por conta disso, deveria ter uma visão “mais sofisticada” sobre o ocorrido com a criança.


“Lacombe diz que os “traficantes estão ACASTELADOS nas comunidades”. Não, Lacombe, os barões do tráfico – e do mercado de armas – estão ACASTELADOS (realmente) no Leblon, em Ipanema, nos condomínios de Luxo da Barra da Tijuca e Recreio. Ou em Miami”, declarou o baiano, que recentemente anunciou que será professor de Harvard.

O Caso

A polêmica envolvendo Lacombre aconteceu nesta segunda-feira (23), durante o programa Aqui na Band, que também é apresentado pela jornalista Silvia Popovic. Ao dar sua opinião sobre o caso, Silvia rapidamente foi interrompida por Lacombe, que contrapôs seu ponto de vista.

Terrível essa história, terrível essa política de segurança que não pensa em resguardar a vida da população e sai atirando assim. É isso que acontece. É triste mesmo, é lamentável”, disse Silvia.

Desconfortável, Lacombe respondeu: “Eu acho ainda um pouco precipitado dizer o que aconteceu. Ainda será feito uma perícia. Eu vejo as pessoas se voltando contra o trabalho da polícia. Eu lembro que, nos anos 80, Leonel Brizola, então governador do Rio, proibiu a polícia se subir nas comunidades”.

E acrescentou: “Eu lembro que, nos anos 80, Leonel Brizola, então governador do Rio, proibiu a polícia se subir nas comunidades. A polícia tem que tomar todo o cuidado para atuar a vida de inocentes, mas a polícia não pode deixar de atuar nessas áreas”.