LGBT-Bienal-Crivella
A Companhia das Letras foi uma das editoras que se pronunciaram (Reprodução/Instagram)

Editoras brasileiras se pronunciaram em suas redes sociais contra a tentativa de censura LGBT do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), durante a Bienal Internacional do Livro do Rio.

“Diante da censura feita por Marcelo Crivella, prefeito do Rio, e da fiscalização para identificar livros considerados “impróprios” na Bienal do Livro, a Companhia manifesta seu repúdio a todo e qualquer ato de censura e se posiciona, mais uma vez, à favor da liberdade de expressão”, diz a nota da Companhia das Letras.

Outra editora que também se posicionou contra a atitude do bispo da Universal, foi a Intrínseca. A empresa, que é uma das maiores do Brasil, constantemente publica títulos que abordam a temática LGBTQ+.


“Repudiamos todo e qualquer tipo de discriminação ou censura e, como sempre, nos posicionamos à favor da liberdade de expressão e da diversidade. Se você estiver na Bienal do Livro este ano, poderá encontrar em nosso estande vários livros com temática LGBT+”, escreveu a editora, acompanhada de uma foto com livros LGBTs e uma bandeira do arco-íris.

“A Galera Record repudia qualquer tipo de censura e reitera a importância da representatividade na literatura jovem como forma de combate ao preconceito. Homofobia é crime e acreditamos que o papel do estado é incentivar a leitura e não criar barreiras que marginalizem uma parcela da população que já sofre com a intolerância”, disse outra.

A polêmica em questão ocorreu após o prefeito afirmar não ter gostado do conteúdo de uma das HQs dos Vingadores, na qual apresenta o romance entre os super-heróis gays Wiccano Hulkling – este último que será apresentado no próximo filme da Capitão Marvel.

“A prefeitura do Rio determinou que os organizadores recolhessem esse livro, que já foi denunciado inclusive na internet e que traz conteúdo sexual para menores”, disse o prefeito em uma publicação.