Após a tentativa de censura LGBT+ do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), a Bienal Internacional do Livro do Rio, se posicionou sobre o caso e destacou que o evento se trata de um “festival de pluralidade”.

“A Bienal Internacional do Livro Rio, consagrada como o maior evento literário do país, dá voz a todos os públicos, sem distinção, como uma democracia deve ser. Este é um festival plural, onde todos são bem-vindos e estão representados. Inclusive, no próximo fim de semana, a Bienal do Livro terá três painéis para debater a literatura Trans e LGBTQA+”, diz a nota emitida pela assessoria da Bienal.

“A direção do festival entende que, caso um visitante adquira uma obra que não o agrade, ele tem todo o direito de solicitar a troca do produto, como prevê o Código de Defesa do Consumidor”, completa o comunicado.


A polêmica em questão ocorreu após o prefeito, que é bispo da Universal, não gostar do conteúdo de uma das HQs dos Vingadores, na qual apresenta o romance entre os super-heróis gays Wiccano e Hulkling – este último que será apresentado no próximo filme da Capitão Marvel.

“A prefeitura do Rio determinou que os organizadores recolhessem esse livro, que já foi denunciado inclusive na internet e que traz conteúdo sexual para menores”, disse o prefeito em uma publicação.