Uma das convidadas do podcast Um Milkshake Chamado Wanda desta quinta-feira (8), a cantora Luísa Sonza falou um pouco sobre os rumos que sua carreira tem tomado e sobre o acolhimento da comunidade LGBTQ+.

De acordo com Luísa, ela acredita que sua batalha contra o machismo e pelo direito das mulheres, se assemelha com a luta travada pela comunidade LGBT+ e por isso o público a abraçou com facilidade.

“Eu gosto de chegar nessa pauta porque eu acho que a comunidade LGBTQ+ e as mulheres, digo, a consciência feminina… a gente vive coisas muito parecidas. Querendo ou não, tudo vem do machismo. Do ‘destruir o feminino'”, disse Luisa, que recentemente denunciou um caso de homofobia que aconteceu com um amigo.


E completou: “A gente faz o nosso rolê, a gente luta, mas na verdade é a mesma coisa, é a mesma fonte de opressão. Não são iguais, cada um tem o seu sofrimento individual, mas vem de uma minoria que se mistura e tem objetivos parecidos”.

No programa a cantora ainda falou do papel que o público teve para quebrar a imagem de “mulher do Whindersson Nunes”, que foi criada sobre ela. Muitos não conseguiam vê-la como artista.

“Existia sim uma barreira que eu acho que se devia muito ao machismo por eu ter sido a mulher do Whindersson. Colocaram uma venda, não enxergavam nada que eu fazia, nada que eu lançava… eu evolui como artista, claro, mas foi uma barreira que fiquei batendo até furar pra conseguir mostrar o meu trabalho. Teve muita coisa que me prejudicou de várias maneiras, eu tive que batalhar 50 x mais só para me enxergarem”, declarou Luísa, que nesta semana informou ter uma música que fala sobre masturbação feminina.