Abertamente gay, desde que revelou sua sexualidade no ano passado, o cantor Beni Falcone, famoso por atuar na novela Rebelde, da Record TV, afirmou que ser uma pessoa LGBT+ não agrada muito bem à TV.

Em entrevista para o jornalista Léo Dias, do site Uol, o cantor relatou que o ato de sair do armário foi um dos mais rebeldes que realizou em sua vida. Ele ainda afirma que atos como este ajudam outras pessoas.

“Sair do armário foi algo muito mais profissional, porque na minha vida pessoal eu sempre beijei quem queria. Entendi, muito depois da carreira iniciada, que o ato de ‘sair publicamente do armário’ era meu ato de rebeldia. Eu, enquanto artista, que consigo atrair a atenção para mim, tenho o dever de mostrar que ‘OK’, que cada um é o que é”, ressalta Beni.


Ainda durante a entrevista, Beni relembrou os momentos onde escondia a sua sexualidade e trabalhava na televisão. Segundo ele, a TV é feita por gays, no entanto, a orientação sexual de alguns artistas não é bem vista. Inclusive, a novela vai retratar este assunto com o personagem Pablo (Rafael Infante)

“Profissionalmente eu queria ser aceito, emendar trabalhos, então topei o jogo de ficar calado. Evitava sair para lugares gays. Tive medo porque eu queria ser aceito no mercado. A TV é um meio bastante hétero. Ironicamente é feita por gays, mas não admite galãs que sejam gays. Trabalhei também no Disney Channel, um canal voltado para a família, então tratava esse assunto como proibido”, conta ele à publicação.

Prestes a lançar seu novo projeto, o EP Animal, Beni conta que as drag queens se tornaram uma grande referência para ele. Personalidades como Gloria Groove, Pabllo Vittar e Rupaul são inspirações.

“Não posso dizer que sou drag queen, porque mal sei fazer maquiagem, mas tenho elementos femininos, na minha vida e no palco. No show você pode tudo, pode construir e não tem obrigações de gênero”, diz ele.