Gloria Groove (Reprodução/Instagram)
Gloria Groove (Reprodução/Instagram)

A drag queen Gloria Groove, capa desse mês da QUEM, falou sobre diversos assuntos durante entrevista, incluindo sua vida pessoal e profissional. Já habituada a falar sobre representatividade e suas variadas maneiras de expressão, Gloria ainda ressaltou a importância da autoaceitação.

“Passei a ver que isso estava me moldando como artista, que eu me sentia bem. Conseguia organizar melhor minhas ideias em um ponto de vista feminino. A caixinha se abriu quando passei a ser ‘a’ Gloria Groove”, falou. “Até então, eu era só um menino gay que cantava bem e ia ficar por isso mesmo. Não ia conseguir me expressar direito, porque eu não ia querer fingir ser hétero para ter sucesso e eu apenas negava tudo isso. Eu não sabia qual era meu holofote até saber quem era a Gloria Groove”.

“Minha cabeça mudou depois que eu passei a ver como a feminilidade me tornava especial. Minhas inspirações sempre foram minha mãe, minhas tias, minhas primas, figuras femininas”, disse. “As pessoas costumam descreditar muito um corpo gordo, como se ele não fosse capaz de executar seu trabalho, cantar, dançar. As pessoas costumam jogar muito para o campo da saúde, como se todo mundo fosse nutricionista”, disparou.


Recentemente, para compor a atração do Altas Horas, Gloria Groove cantou com a cantora Mel C. Desse modo, para celebrar este encontro de artistas super queridas pelo público, mel convidou Gloria para cantar com ela os hits clássicos “Viva Forever” e “When You’re Gone”.