O último fim de semana foi marcado por atentados nos EUA. Foram dois tiroteios em massa no intervalo de 12 horas. No sábado, vinte pessoas foram vítimas de um atentado na cidade de El Paso, no Texas. No domingo, outras nove pessoas foram assassinadas em um segundo atentado. Desta vez, em Dayton, Ohio.

Existem diversas causas que podem ser apontadas para se construir um panorama destes atentados, sobretudo considerando o atual cenário político do país. Uma das linhas de investigação, inclusive, analisa a relação entre o autor de um dos ataques e a divulgação de um manifesto de ódio por imigrantes minutos antes do crime.

Uma legisladora do Partido Republicano, entretanto, preferiu utilizar da LGBTfobia para fundamentar a motivação dos terroristas.


Em sua página no Facebook, Candice Keller culpou o “casamento igualitário, o direito das pessoas trans e as ativistas drag queens” pelas mortes. A política conservadora também falou em “queda da família tradicional americana” como uma das razões para que esses ataques tenham ocorrido.

A declaração repercutiu negativamente para a autora. A fala não foi atacada apenas pela comunidade LGBT ou pelos progressistas, mas também pelos familiares das vítimas e por seus próprios colega de partido.

Durante os últimos cinco anos, aumentou o número de crimes de ódio contra minorias nos Estados Unidos. A gestão de Donald Trump é especialmente negativa para LGBTs e para imigrantes. No ano passado, milhares de pessoas se reuniram para protestar contra a política migratória do presidente, inclusive celebridades.