Apesar da mídia e da polícia se referir à Jordan Cofer, uma das vítimas do atentado em Dayton, como do gênero feminino, amigos próximos afirmam que Jordan era um homem transgênero, que ainda não havia “saído do armário” completamente.

O último final de semana de julho foi marcado por atentados nos Estados Unidos. Foram dois tiroteios em massa no intervalo de 12 horas. No sábado, vinte pessoas foram vítimas de um atentado na cidade de El Paso, no Texas. No domingo, outras nove pessoas foram assassinadas em um segundo atentado. Desta vez, em Dayton, Ohio.

Uma das vítimas em Ohio foi Jordan Cofer. O jovem era irmão do assassino, mas seus amigos acreditam que sua identidade de gênero não foi motivo para a morte, já que Jordan não era “assumido” para os familiares. Em mapeamento pelas redes sociais, identidade de gênero do jovem foi confirmada.


Um amigo pessoal do jovem deu uma entrevista para o site LGBTQnation:Jordan era meu amigo mais próximo. Ele se identificava como um menino para pessoas em quem confiava e sabia que o apoiariam. Jordan era provavelmente uma das pessoas mais doces que você conheceria, um verdadeiro santo, mas ele também estava muito assustado constantemente. Ele tentou dar o melhor para todos.”

Ainda há muito a se investigar sobre os atentados nos Estados Unidos. Na segunda-feira (05), uma congressista conservadora americana culpou o ativismo gay, o direito das pessoas transgênero e as drag queens pela tragédia.