Bandeira LGBT sangrando
Bandeira LGBT sangrando (FOTO: Divulgação)

A polícia ouviu nesta sexta-feira (19), o terceiro suspeito de agredir um jovem gay no bairro Setor Bueno, em Goiânia. O caso aconteceu no último dia 6 de julho, e os outros dois suspeitos foram identificados e presos nesta quarta-feira (17).

Em depoimento à Polícia, o suspeito, que não teve o nome divulgado, negou a agressão a Antônio de Oliveira Filho, de 24 anos. Conforme a vítima, ele o teria xingado de forma pejorativa. Por conta disso, homem deve ser indiciado por homofobia e não por lesão corporal, diferente dos outros dois investigados.

O advogado do suspeito, Eduardo Brown, reiterou o que foi falado pelo rapaz e afirmou que o cliente não praticou de nenhuma agressão e é inocente. No depoimento o rapaz apenas informou que conhece os outros dois envolvidos no caso.


Momento em que jovem gay é agredido em rua de Goiânia (Reprodução)
Momento em que jovem gay é agredido em rua de Goiânia (Reprodução)

Para a polícia, a vítima afirmou que o caso aconteceu quando ele estava indo ao comércio de sua família por volta de umas 7h, e foi surpreendido por três homens que iniciaram diversos insultos. O jovem tentou fugir, mas foi alcançado por dois deles, que chegou a acertar um murro em seu rosto.

“Me xingando de ‘viado’, de ‘bicha’, falando que minha roupa era roupa de ‘bicha’, que eu tinha que morrer porque não é certo ser ‘viado’. Que eu era ‘viado’ porque eu não apanhei o suficiente quando eu era criança. Que eles iam me ensinar a ser homem na porrada”, disse Antônio.

Caso seja comprovado o crime por preconceito à sexualidade do rapaz, este pode ser o primeiro caso de homofobia no Brasil a ser enquadrado no crime de racismo, após a criminalização da LGBTfobia pelo Supremo Tribunal Federal (STF).