Em tempos onde a representatividade no cinema é cada vez mais discutida, a atriz Scarlett Johansson entrou em uma polêmica com a comunidade LGBTQ+, após criticar o ‘politicamente correto’.

Em entrevista a revista As If, a atriz disse que se sente confortável para interpretar qualquer tipo de pessoa, inclusive plantas e animais, já que é uma atriz. Em outro momento Scarlett disse que o politicamente correto é antiético à arte.

“Sinto que a representatividade no cinema é uma tendência e isso precisa acontecer por várias razões sociais, mas há momentos em que fica desconfortável quando afeta a arte, porque sinto que a arte deveria estar livre de restrições”, declarou.


Após a repercussão do caso, muitas pessoas usaram as redes sociais para criticar posicionamento da atriz. Segundo a ativista transexual, Charlotte Clymer, Scarlett é privilegiada e não sabe o valor de uma representatividade no cinema.

“Scarlett Johansson é uma mulher branca cis, sem problemas de oportunidades de trabalho. Pessoas trans devem interpretar pessoas trans. Ponto final. É muito decepcionante que ela não tenha aprendido nada e não se importe com as experiências das pessoas trans”, escreveu Charlotte no Twitter.

Horas depois das diversas manifestações contra o posicionamento de Scarlett surgirem nas redes sociais, a assessoria da artista emitiu um comunicado afirmando que os comentários feitos à revista foram “editados” e “retirados do contexto”.

A pergunta que eu estava respondendo na minha conversa com o artista contemporâneo, David Salle, era sobre o confronto entre correção política e arte. Eu pessoalmente sinto que, em um mundo ideal, qualquer ator deveria ser capaz de interpretar qualquer um e a Arte, em todas as formas, deveria estar imune ao politicamente correto. Esse era o ponto”, disse ela.

E completou: “Reconheço que existe uma grande discrepância na indústria do cinema que favorece atores caucasianos e cis, e que nem todos os atores tiveram as mesmas oportunidades que eu tive. Continuo apoiando a diversidade em todos os setores e continuarei a lutar por projetos de inclusão”.