Emicida
Emicida (Foto: reprodução)

Sempre muito político e levantando questões provocativas, o rapper Emicida esteve no programa francês RFI. Nesse sentido, falou sobre a falta de representatividade de LGBTs no cenário musical, sobretudo quando falamos do rap.

“Quando a gente convida Pabllo e Majur para o epicentro da coisa, é para colocar a música rap na frente do espelho e se perguntar: por que não temos mais artistas assumidamente gays? Que tipo de atmosfera a gente construiu que faz essas pessoas se sentirem agredidas na nossa presença?”, questionou o rapper. Aqui, ele está referenciando o clipe gravado com as artistas, chamado AmarElo.

“Quando o país tem 13 milhões de desempregados e a preocupação do presidente é impedir que pessoas transexuais tenham acesso a um vestibular específico para elas, eu acho que a gente precisa lamentar, não rebater. A gente não está retrocedendo. A gente está caminhando rumo ao suicídio coletivo, não só do projeto político inexistente desse governo atual, mas da nação como um todo”.


Ele ainda completou enfatizando a amplitude da ignorância no país. “Nos últimos tempos, não são só os militantes antirracistas que sofrem com a ascensão da ignorância no Brasil”.