A Polícia Civil prendeu nesta segunda-feira (29), em Florianópolis, o último integrante foragido da quadrilha que extorquia pessoas LGBTs em Brasília, Goiás, Ceará e São Paulo. O grupo de criminosos era composta de travestis e homossexuais.

De acordo com a polícia, a quadrilha marcava encontros sexuais com as vítimas, filmava e logo depois ameaçava de expor as imagens aos familiares. No final de junho cerca de oitos pessoas foram presas.

Os suspeitos criavam perfis em aplicativos e sites de relacionamentos LGBTs. Nas conversas com as vítimas, o criminoso induzia um encontro em hotéis. Ao chegar no quarto, enquanto um dos autores se relacionava com a vítima, outros criminosos ficavam escondidos na sacada ou banheiro.


Após anunciar as ameaças, a quadrilha obrigava a vítima a entregar senhas bancárias e passar o cartão de crédito em máquinas. Eles também usavam aplicativos de bancos para realizar empréstimos e transferências. Duas vítimas em Brasília chegaram a pagar R$ 12 mil e R$ 17 mil aos golpistas.