Katia Regina foi à Parada acompanha dos filhos e esposo (Reprodução/Youtube)
Katia Regina foi à Parada acompanha dos filhos e esposo (Reprodução/Youtube)

Por Leandro Lel

Um dos gestos mais bonitos de ser ver na 23ª Parada LGBT de São Paulo realizada no último domingo (23), foi o da advogada Katia Regina Andrade de Oliveira, 57 anos, que ao lado do marido, dos filhos e da mascote da família, uma cachorrinha, distribuía ao longo da avenida Paulista abraços para os frequentadores que precisam de algum tipo de acolhimento, por conta da rejeição que sofrem de suas famílias.

Desde pequena a ativista pelos direitos humanos sabe que a educação, a empatia e o engajamento são fundamentais para acabar com o preconceito que milhares de pessoas da comunidade LGBTQ+ sofrem diariamente em casa, no trabalho e nas ruas. Os pais da advogada sempre militaram pelas causas sociais.  


“Venho desde a primeira edição, meus filhos eram pequenos. Não adianta ficar só na rede social. Quero demonstrar para os amigos, para a família. No começo era importante porque era meia dúzia de pessoas. Hoje é importante por causa do horror desse governo”, ressalta a advogada que esteve presente na missa de sétimo dia do jornalista Vladmir Herzog, torturado e morto na ditadura militar, além das Diretas Já.

Muito emocionada, Katia reforça como a atenção pela causa faz toda a diferença na vida das pessoas: “Temos que apoiar. Todos são iguais, independente de qualquer coisa. É essencial. Esse apoio, esse abraço é importante. É uma troca, eu também recebo”, diz a ativista que abomina o termo tradicional família, utilizado para ressaltar o papel do homem e da mulher na sociedade.