O debate aconteceu na faculdade Unifacs (Divulgação)
O debate aconteceu na faculdade Unifacs (Divulgação)

Alunos de Psicologia e Serviço Social da Universidade Salvador (UNIFACS) participaram, na tarde desta terça-feira (28), da roda de diálogo “Políticas Públicas e Diversidade”, promovida pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), em parceria com a universidade.

O bate-papo, que aconteceu no Campus Paralela da Unifacs, discutiu a importância de debater políticas públicas para a população LGBTQI+ e a inclusão da temática no dia a dia dos profissionais de saúde.

Na oportunidade, o coordenador LGBT da SJDHDS e também psicólogo, Gabriel Teixeira, explicou as conquistas políticas alcançadas pela população LGBTQI+ em âmbito estadual desde 2003.


“O processo de formação do psicólogo tem, como base, o respeito pela subjetividade do outro. E nós, profissionais de Psicologia, também precisamos entender que a política influencia no exercício da nossa profissão”, ressaltou.

Presente na mesa, Lara Canonne, psicóloga e representante do Conselho Regional de Psicologia, apresentou resoluções que estabelecem normas de atuação para os psicólogos em relação à orientação sexual e às pessoas transgênero. “A história da cura gay é proibida. Não é doença, não é transtorno, assim como diz as resoluções”, afirmou, comentando ainda sobre a retirada da homossexualidade da lista internacional de doenças pela OMS desde 1990.

Dentre os serviços oferecidos pelo Governo do Estado, o Centro de Promoção e Defesa dos Diretos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CPDD-LGBT) presta acolhimento e orientação psicossocial, a partir de acompanhamentos orientados por psicólogos e pedagogos, como explicou o psicólogo da unidade, Gabriel Leal. De 2018 até este ano, foram registrados mais de 2 mil atendimentos ao público LGBTQI+, a partir de questões como violência intrafamiliar e tentativas de suicídio.

Para a estudante de Psicologia e mulher trans, Lilin Argolo, discussões sobre a temática são ainda mais importantes dentro das universidades particulares. “Sou violentada todos os dias com coisas simples, como o uso do banheiro, e por não respeitarem meu nome social. Eu espero que a mudança aconteça”, pontuou.