A auxiliar de cozinha Marcela Rosa da Silva (Divulgação)
A auxiliar de cozinha Marcela Rosa da Silva (Divulgação)

A Prefeitura de Belo Horizonte vem ampliando o atendimento à população LGBT e fortalecendo o combate à LGBTFobia no município. Entre janeiro e 15 de maio deste ano, o Centro de Referência LGBT (CRLGBT), que ganhou uma nova sede em dezembro do ano passado, já realizou 434 atendimentos, ultrapassando os 409 realizados em todo ano passado.

Marcela Rosa da Silva, de 41 anos, é usuária frequente do Centro de Referência LGBT. Em 2018, Marcela teve acesso ao curso de Gastronomia Mineira e Belo-Horizontina, promovido pela Prefeitura, e se qualificou para o mercado de trabalho na área da gastronomia como auxiliar de cozinha. Ela ainda se cadastrou no Banco de Currículos de pessoas trans e recebeu orientações e informações sobre a retificação do pré-nome nos documentos.

A auxiliar de cozinha acompanhou a mudança do CRLGBT para a rua dos Tupis em 2018 e viu a equipe do equipamento crescer. Com o novo endereço (rua Curitiba, 481), com mais sigilo no atendimento e equipe expandida, Marcela percebe a diferença do serviço.


“Desde a minha primeira vinda, mudou muita coisa. O pessoal acolhe a gente com tanto amor, que me sinto em casa. Tem mais privacidade! Se eu precisar de alguma coisa que estiver ao alcance do Centro, sei que eles podem me apoiar na garantia do meu direito. Que lugar fora daqui eu poderia buscar ajuda?”, relata.

Equipamento municipal

O Centro é um equipamento que compõe a estrutura da Prefeitura de Belo Horizonte, vinculado à Diretoria de Políticas para a População LGBT da Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania. As atividades desenvolvidas pela Diretoria se estruturam em quatro eixos: Intersetorialidade; Participação/Mobilização Social; Formação e Atendimento Psicossocial, sendo este último atribuição exclusiva do CRLGBT. 

As ações do Centro de Referência se materializam na oferta de serviços como atendimento psicossocial individual ou coletivo, acolhimento de denúncias em casos de violações de direitos ou violência em virtude de orientação sexual, discussões de caso com serviços e parceiros da rede de atendimento, bem como orientações e encaminhamentos para outros serviços municipais e rede de garantia de direitos.

Nos últimos anos a cidade de Belo Horizonte tem se tornado um terreno fértil para se investir na população LGBT. A exemplo disso temos o caso do APP de transporte LGBT, Homo Drive, que utiliza os mesmos moldes do Uber.