Travesti Lorena da Paulista (Reprodução/Instagram)
Travesti Lorena da Paulista (Reprodução/Instagram)

A rede Pão de Açúcar se posicionou sobre o caso de agressão que envolveu um de seus funcionários e a moradora de rua transexual, Lorena da Paulista. O caso aconteceu neste último sábado (13), na rua Consolação, centro comercial de São Paulo.

Em nota enviada ao Observatório G, a Pão de Açúcar informou que o segurança, que já foi afastado da atividade, na verdade ele era “um prestador de serviços que trabalhava em outra unidade, na av. Angélica, e que se encontrava, naquele momento, fazendo compras e fora de serviço”, disse.

Ainda de acordo com a rede, após o acontecido, ela tentou localizar Lorena para dar um suporte, mas não conseguiu. A moradora de rua só foi encontrada nesta segunda-feira (13).


“Desde o ocorrido, a rede passou a procurar Lorena nas imediações da loja, conseguindo encontrá-la nesta segunda-feira (13.05), para prestar um suporte e auxiliá-la no que ela julgar necessário”.

No ultimo final de semana o caso de agressão viralizou nas redes após uma testemunha compartilhar o caso em sua conta do Instagram. “Ele saiu de dentro do mercado dizendo que já tinha acabado o expediente e que agora poderia fazer o que ele queria. E bateu nela até ela desmaiar”, declarou.

Leia a nota da rede Pão de Açúcar na íntegra: “Com relação ao episódio ocorrido em frente à loja da Av. Consolação na tarde do último sábado (11), a rede esclarece que, após apuração interna, identificou que a pessoa envolvida na ocorrência com a Lorena é um prestador de serviços que trabalhava em outra unidade, na av. Angélica, e que se encontrava, naquele momento, fazendo compras e fora de serviço. Diante do episódio, e como não compactua com qualquer ato de violência e intolerância, a rede acionou a empresa e solicitou o afastamento imediato do prestador das operações da rede, o que foi feito no mesmo dia. Desde o ocorrido, a rede passou a procurar Lorena nas imediações da loja, conseguindo encontrá-la nesta segunda-feira (13.05), para prestar um suporte e auxiliá-la no que ela julgar necessário. A rede, ressalta, ainda, que zela pelo respeito e a diversidade, e permanece à disposição das autoridades para contribuir no que for necessário para os esclarecimentos dos fatos.”