Lei aprovada no Estado da Géorgia impede aborto a partir do momento em que o coração do feto puder ser detectado, o que costuma ocorrer por volta da sexta semana de gestação
Lei aprovada no Estado da Géorgia impede aborto a partir do momento em que o coração do feto puder ser detectado, o que costuma ocorrer por volta da sexta semana de gestação (Foto: reprodução)

Da BBC Brasil.

Uma polêmica lei que bane a possibilidade de fazer aborto se o coração do feto puder ser detectado está provocando reações nos Estados Unidos e protestos inusitados.

A atriz de Hollywood e ativista do #MeToo Alyssa Milano convocou mulheres a participarem de uma “greve de sexo” contra essa nova legislação do Estado da Geórgia, no sudeste dos EUA.


“Até que as mulheres possam ter controle total sobre os próprios corpos, não podemos arriscar uma gravidez”, ela tuitou.

“Junte-se a mim em não fazer sexo até que recuperemos a autonomia sobre nossos corpos.”

A mensagem, publicada no sábado (11) no Twitter, se espalhou rapidamente e dividiu opiniões, levando a hashtag #SexStrike (Greve de sexo, em tradução livre) a ser uma das mais replicadas na rede social dos Estados Unidos nas últimas 24 horas.

A lei apelidada de “heartbeat”, ou lei dos “batimentos cardíacos”, foi sancionada pelo governador da Géorgia, Brian Kemp, no dia 7 de maio, e entrará em vigor em 1° de janeiro.

O que diz a lei e por que ela é tão controversa?

A lei bane a possibilidade de fazer aborto a partir do momento em que os batimentos cardíacos do feto puderem ser detectados. Isto ocorre por volta da sexta semana de gestação.

O problema é que as muitas mulheres não sabem ainda que estão grávidas na sexta semana. Os enjoos comuns no início da gestação começam a partir da nona semana.

A nova lei estabelece exceções para gravidez resultante de estupro, incesto e para salvar a vida da mãe. Grávidas de bebês com poucas chances de sobrevivência devido a problemas de saúde também poderão abortar.