Muçulmana e bandeira LGBT
Muçulmana e bandeira LGBT (foto: divulgação)

Quarta-feira(3) entra em vigor a lei de Brunei, e alguns países estão fazendo o possível para reverter este quadro. A França e a Alemanha pediram, na terça-feira (2), ao Brunei que renuncie à nova legislação. O novo ordenamento instaura a pena de morte para homossexualidade ou adultério invocando a lei sharia. A lei não estabelece dicotomia entre Estado e religião.

Na segunda-Feira (1) a ONU catalogou esta lei como cruel e desumana. 
Brunei que possui uma interpretação mais extremista do Islã, modificou o código penal. O novo ordenamento, prevê a amputação de uma mão ou de um pé em caso de roubo. Esta última tem similitude com o talião, lei frequentemente expressa pela máxima: olho por olho, dente por dente.

O sultão Bolkiah não fez referência à entrada em vigor das novas leis em um discurso pronunciado nesta quarta-feira, mas defendeu “um islã mais forte”.


“Quero que os ensinamentos islâmicos neste país sejam reforçados”, disse Bolkiah em um centro de convenções nas proximidades da capital Bandar Seri Begawan. No pronunciamento, ele também ordenou que a convocação para a oração islâmica deve ser ouvida em todos os locais públicos, não apenas nas mesquitas, para recordar os deveres.

O sultão de Brunei, Hassanal Bolkiah, durante pronunciamento público no dia 3 de abril de 2019, quando afirmou que os ensinamentos islâmicos devem ser mais rígidos; no mesmo dia, ele colocou em prática um novo conjunto de leis de trata homossexualidade como crime punível com pena de morte.