Deputado Jean Wyllys
Ex-deputado Jean Wyllys (Foto: divulgação)

A suruba, conhecida por ser uma festa erótica, onde participam homens e mulheres, todos com interesse sexual, foi um tema abordado, superficialmente, por Jean. O ex-deputado postou uma foto em seu instagram e discorreu sobre o assunto.

“Para mim, toda suruba quando praticada entre pessoas adultas e capazes é saudável e tudo seria melhor se as pessoas adultas e capazes fossem mais livres para fazerem mais surubas sem culpas nem vergonhas nem estresse”.

Realmente, se houver consentimento não há problema. Não obstante, a suruba sempre foi uma prática comum e sempre espertou o homem, pois todos nós temos diversos poros receptivos de prazer. Contudo, algumas pessoas se manifestaram hostilizando o ex-deputado, como se ele fosse um contraventor. “Podre”, disparou um. “Você é maior vergonha da face da terra”, disse outro. “vai queimar rosca”, aconselhou outro.

Os artistas sempre expressaram esta prática em obras, uma delas, bem popular.
A Mulher Amaldiçoada” La Femme Damnée – François Octave Tassaert :


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Para mim, toda suruba quando praticada entre pessoas adultas e capazes é saudável e tudo seria melhor se as pessoas adultas e capazes fossem mais livres para fazerem mais surubas sem culpas nem vergonhas nem estresse. O problema não deveria ser a suruba em si, como fonte de prazer e comunhão, mas sim o discurso falso-moralista de quem ataca a suruba como prática sexual e a liberdade e a honestidade de quem assume seu desejo (como o discurso dos que me atacaram por ter dito, numa entrevista a Leda Nagle que, caso eu soubesse que um meteoro destruiria o planeta em uma semana ou em um mês, eu, ate lá, usaria todas as drogas ilícitas e treparia com quem quisesse trepar comigo – e não retiro uma vírgula do que eu disse: jamais desperdiçaria minha última semana ou mês nesse mundo rezando ou infligindo mal a alguém!), o problema é o discurso de quem posa de “cristão conservador e defensor da família (sobretudo da família amiga de milicianos que está no poder)”, mas, por debaixo do pano e às escondidas, goza em surubas clandestinas. Não ataquem a suruba como prática sexual, por favor! Ataquem o discurso dos hipócritas! [Foto: reprodução do quadro de Nicolau Poussin (1594-1665) “Midas e Baco”. Baco é o deus greco-romano para o qual e pelo qual se fazia, na Antiguidade, os bacanais ou surubas]

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