Tifanny, do Vôlei Bauru, e Bernardinho, técnico do Sesc-RJ (Reinaldo Canato/VEJA.com - Anderson Papel/Codigo19/Folhapress)
Tifanny, do Vôlei Bauru, e Bernardinho, técnico do Sesc-RJ (Reinaldo Canato/VEJA.com - Anderson Papel/Codigo19/Folhapress)

Bernardinho criticou a jogadora Tifanny, primeira atleta transexual no vôlei profissional, na última terça-feira, (27). A conturbação começou durante a partida do Sesc-RJ. A partida comandada pelo treinador, e o Sesi-Bauru, pelas quartas de final da Superliga Feminina de Vôlei. O ex-técnico da seleção brasileira masculina se irritou em um lance da atleta da equipe paulista e disparou em direção ao banco de reservas: “Um homem, é foda!

Bernadinho referia-se ao ótimo desempenho de Tifanny durante o jogo. O time do jogador foi eliminado pela equipe da transexual. Contudo, Bernadinho foi flagrado desabafando. O técnico foi duramente criticado nas redes. ” Transfóbicos e homofóbicos não vão passar sem serem apontados na nossa página! Pode ser até o papa do vôlei. Vamos desmascarar todos! Parabéns para o time feminino do Vôlei Bauru, mulheres incríveis que ganharam jogando por merecimento e sem nenhuma vantagem”, publicou o time Angels Volley Brazil, equipe LGBT criada há 11 anos.

O Rio de Janeiro foi derrotado em casa, por 3 sets a 1, e ficou fora das semifinais pela primeira vez desde que o treinador começou o projeto, há 22 anos. Além disso, a equipe chegou a 14 finais consecutivas nos últimos anos. O treinador, depois do descontentamento com a derreta, desculpou-se formalmente, nesta quarta-feira, nas redes sociais.


“Peço desculpas a todos. Não foi minha intenção de forma alguma ofendê-la. Me referia ao gesto técnico e ao controle físico que ela tem, comum aos jogadores do masculino e que a maior parte das jogadoras não tem. Sempre trabalhei e tentei ajudar diversos jogadores e jogadoras sem qualquer tipo de preconceito. À Tiffany dou meus parabéns pela grande atuação e conquista”, respondeu Bernardinho, na postagem da equipe LGBT.