Lana Almeida no clipe de Vai Sentando
Lana Almeida no clipe de Vai Sentando (Foto: Divulgação)

Lana Almeida lançou seu primeiro videoclipe de Vai Sentando. Para comemorar a sua estreia na música, a digital influencer organizou uma festa, em Palmas, no último dia 09.
Transexual nascida no Tocantins, a jovem de 20 anos encontra na nova carreira uma oportunidade de mudar de vida. “Estou muito focada nesse lado artístico, até porque venho da prostituição há muito tempo e a gente tem que evoluir. Quero largar as ruas porque essa profissão é muito arriscada e eu quero continuar vivendo minha vida artística.”, contou.
Produzido e dirigido por Guilherme Pedrozo, o videoclipe foi gravado em São Paulo. As gravações contaram com participações da modelo Ellen Milgrau, Bianca DellFancy e Cece Grace.
“Vai Sentando é minha segunda música. Eu iria gravar em São Paulo, só que uma outra pessoa que iria me ajudar não deu certo e acabou atrasando as coisas. Estava em São Paulo e não queria voltar sem gravar porque lá tudo é mais fácil. Como não tinha orçamento para isso, consegui tudo através de parcerias. Foi muito bom porque consegui parcerias de roupas, muitos amigos para participar, inclusive meus seguidores. Todo mundo topou, consegui a produção inteira. Foi foda! Deu certo, o clipe está lindo, a produção tá foda e vai ser muito legal”, afirmou animada.
Empolgadíssima pra ganhar o Brasil e divulgar seu trabalho, Lana pretende se mudar em breve para São Paulo e buscar na capital paulista de novas oportunidades.  Preparada para a luta, a artista acredita que o preconceito contra LGBT’s não será um fator limitador perante a persistência e força de vontade da influencer de buscar seu caminho.
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“O preconceito a gente precisa transformar em respeito, a gente não faz mal a ninguém. Os trans, gays, bi sofrem muito, começando com a família que não aceita. Quero que as pessoas mudem, amem o próximo, porque a gente sofre muito. Não é vitimismo, afinal, quantas pessoas morrem? Quantas trans morrem na rua? Porque a rua é a forma de ganhar dinheiro. Porque emprego ninguém acha. Mas é desse jeito. Espero muito que o Brasil mude. Enquanto isso nós não vamos abaixar a voz, vamos continuar lutando, pelo nossos direitos. Vai ter trans artista sim!”, finaliza.
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