Suspeito de praticar estupro corretivo em gay é preso em Colniza (MT)
Suspeito de praticar estupro corretivo em gay é preso em Colniza (MT) (Foto: Divulgação/Polícia Civil-MT)

A Polícia Civil de Colniza (MT) prendeu nesta terça-feira (29), um suspeito de espancar e estuprar um homossexual. A investigação trabalha com a hipótese de homofobia, como motivação para o crime, em uma espécie de “estupro corretivo”.

A prática é cometida contra vítimas LGBTs sob pretexto de ‘curar as suas orientações sexuais e identidades de gênero’. O crime aconteceu no dia 10 deste mês, no Distrito de Guariba.

Segundo a Polícia, o jovem participava de um jogo de vira-vira. O desafio consiste em fazer uma pessoa virar doses de bebida alcoólica, sem intervalos entre os goles. A brincadeira teria sido proposta pelo próprio suposto autor do crime, durante uma confraternização que os dois estavam presentes.


A vítima teria sido enganada por F.M.S., que fingiu ingerir a bebida já com o intuito de deixá-lo embriagado. Depois disso, o acusado passou a ofendê-lo com palavras de baixo calão e de cunho homofóbico.

No momento de ir embora, F.M.S. ofereceu uma carona para a vítima. Mas, a levou contra a sua vontade até a sua casa, onde consumou o estupro, desferindo socos e pontapés contra o gay, utilizando um capacete durante o ato.

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A vítima conseguiu fugir e saiu pela rua, quase nua, pedindo ajuda, quando um vizinho prestou socorro. A justiça decretou a prisão preventiva do suspeito. Na delegacia, Fábio confessou as agressões físicas, mas negou o estupro.

Exame pericial

O exame pericial na vítima confirmou as lesões corporais, através da análise dos hematomas e escoriações pelo corpo e um corte na cabeça de profundidade de 4 centímetros. As marcas foram causadas por métodos de tortura e asfixia. Outro laudo da perícia confirmou a ocorrência do sexo anal, praticado mediante o emprego de violência, resultante em hemorragia.

Ainda de acordo com a polícia, Fábio tem passagem por envolvimento com tráfico de drogas e tentativa de homicídio. Com informações do G1.