Jean Wyllys, Marcelo Freixo e Jair Bolsonaro
Jean Wyllys, Marcelo Freixo e Jair Bolsonaro (Imagem: Reprodução)

Na quinta-feira (24), logo depois do ex-deputado federal Jean Wyllys (PSOL) anunciar que desistiu de seu terceiro mandato por conta de ameaças de morte que vem sofrendo, os ânimos ficaram à flor da pele. Alguns minutos depois de a Folha de S. Paulo publicar a entrevista em que Wyllys relata seus motivos, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) compartilhou em seu Twitter: “Grande dia!”.

As duas palavras foram suficientes para mais de 12 mil comentários, entre eles, o de Marcelo Freixo (PSOL). O deputado federal não se agradou do post aparentemente comemorativo e debochado do presidente, e logo o retrucou. “Que tal você começar a se comportar como presidente da República e parar de agir como um moleque? Tenha postura”, começou Freixo.

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E continuou: “Grande dia, por quê? Por causa das relações de Flávio Bolsonaro com as milícias? Ou por causa das suspeitas de lavagem de dinheiro?”. Com mais de três mil tweets em resposta, um deles lhe chamou atenção, uma vez que tratava de um assunto que gera muito debate: a segurança.

“Que tal o senhor parar de andar com segurança pago pelo povo já que o povo não tem segurança?”, disse um apoiador de Jair Bolsonaro. Marcelo Freixo não deixou de retrucar. “Ando com seguranças porque enfrentei as milícias. Se tivesse feito homenagem pra elas, não precisaria. Né?”, se referindo ao escândalo envolvendo um dos filhos do presidente, Flávio Bolsonaro.

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Justificativa

Em tempo, o presidente do Brasil publicou uma justificativa para o tweet em que afirmava que aquele estava sendo um grande dia. De acordo com ele, as palavras foram referentes ao momento em que o país está vivendo internacionalmente. “Referi-me à missão concluída, reuniões produtivas com Chefes de Estado. Voltando ao país que amo, Bolsa batendo novo recorde na casa dos 97.000. E confiança no nosso país sendo restabelecida, isso faz de hoje um grande dia!”, disse Jair.