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Apresentador Fernando Oliveira, o Fefito (Foto: Reprodução)

Apresentador do Morning Show da Jovem Pan, Fefito comentou, nesta quinta-feira (3), a Medida Provisória 870 assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Publicada pelo Diário Oficial da União um dia depois da posse de Bolsonaro, a Medida não cita a população LGBT como parte das políticas e diretrizes referentes ao direitos humanos.

O texto determina que serão assegurados os direitos “da mulher, da família, da criança e do adolescente, da juventude, do idoso, da pessoa com deficiência, da população negra, das minorias étnicas e sociais, e do índio”. Em nenhum outro trecho da MP, a existência dos LGBTs é lembrada.

De acordo com Fefito, alguns outros governos faziam o mesmo inicialmente. No entanto, ao longo do mandato, incluíam os LGBTs. Isso acontece porque os governantes “entendem que políticas públicas voltadas para essa população, e medidas de conscientização contra o ódio são necessárias”.


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O jornalista cita, também, a fala de Leonardo Pinho, presidente do Conselho Nacional dos Direitos Humanos, sobre o assunto. O presidente argumentou que a promoção dos direitos de LGBTs ficará a cargo de uma diretoria subordinada à Secretaria de Proteção Global.

Comentários

Essa informação também foi dada em nota do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, publicada na noite de quarta-feira (2). Para Fefito, ainda assim é uma perda para a comunidade. “Ninguém sabe exatamente o que é Proteção Global, mas o fato é que isso significa uma perda de status. Uma remoção dos direitos LGBTs, que já não foram citados na MP”, afirmou.

Logo depois, Fefito explicou porquê são necessárias medidas de proteção dos direitos de LGBTs. “É só refletir de maneira bem simples. Você, que é heterossexual, não é xingado de heterossexual quando sai na rua. Você não apanha por ser heterossexual quando sai na rua. Sim, todos estamos expostos à violência. Mas ninguém recebe violência específica por ser quem é. Isso acontece basicamente com LGBTs e mulheres, que são alvo de feminicídio”, explicou Fefito.

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