Bandeira LGBT
Bandeira LGBT (Foto: Reprodução/Internet)

Um empresário de 47 anos foi preso em flagrante por xingar e agredir uma funcionária lésbica em Cuiabá, no Mato Grosso. A mulher de 26 anos trabalha no restaurante Santô que funciona dentro do Shopping Estação Cuiabá. As informações são da Revista Lado A.

Testemunhas descreveram que, além de agredir a atendente, o homem também danificou objetos do restaurante. A vítima estava trabalhando normalmente quando, sem que ninguém soubesse o porquê, o cliente se exaltou e jogou a máquina de passar cartões no chão, danificando o aparelho. Ao se aproximar para recolher a máquina, a atendente foi surpreendida com agressões.

Em depoimento à polícia, a jovem relatou que o empresário, sócio da empresa Todimo, a agarrou e tentou tirar sua roupa na frente de todos. Na ocasião, o agressor ainda proferiu insultos lesbofóbicos. Quando tentou tirar a roupa da vítima, chegou a dizer que iria fazê-la “virar mulher”.


Leia mais:

Lady Gaga critica vice dos EUA sobre envolvimento com escola anti-LGBT: “Pior representação do Cristianismo”

O empresário foi preso em flagrante. No entanto, ao chegar na delegacia, apenas assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado. Ele será investigado pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, podendo responder por importunação ofensiva ao pudor motivado por homofobia. Além disso, responderá também por dano ao patrimônio, por conta da máquina de cartões que foi destruída.

Cidadão Mato-grossense

Em 2017, o empresário recebeu o título de Cidadão Mato-grossense pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Por conta do caso de agressão, o Conselho Municipal de Atenção da Diversidade Sexual de Cuiabá publicou uma carta de repúdio contra o empresário. É exigido que a Assembleia retire seu título de Cidadão Mato-grossense.

Saiba também:

Listado no FBI, PM preso por pornografia infantil criticava ‘kit gay’ e apoiava ditadura

Na carta, o Conselho comentou os mais de 4.000 casos de assassinatos de mulheres no Brasil. Apontou, ainda, os números alarmantes de violência em virtude de homofobia. No texto, é citado também que a condição financeira do acusado não deve servir para protegê-lo, visto que o agressor só assinou um documento na delegacia e foi logo liberado.