Júlia Pereira e Vanusa
Júlia Pereira e Vanusa (Foto: Acervo Pessoal)

A corretora de imóveis Juliana Pereira, de 40 anos, companheira de Vanusa da Cunha Ferreira, de 36, revelou ao UOL, que o empresário artístico Parsilon Lopes dos Santos, 45, assassino confesso da motorista tinha verdadeira obsessão pela vítima.

Mesmo sabendo que a técnica de enfermagem era lésbica, e comprometida, ele não a deixava em paz. “Eu achava um pouco estranho o fato de eu estar com ela e ele ficar mandando mensagem. Quando ela não respondia, ele insistia e insistia. Eu falava ‘meu Deus, amor, esse cara é louco’ e respondia ‘não, é porque ele é sozinho mesmo’.”, lembrou ela.

Assassino tinha dívidas com a vítima

Segundo Pereira, a corrida derradeira seria a última que Vanusa faria para o homem que devia R$ 1.300 de viagens anteriores. “Às vezes, ele mandava áudio dizendo ‘você está tão ocupada assim que não pode me levar em tal lugar?’. Eu achava demais. Mas ela disse ‘não, amor, esta é a última corrida que vou fazer com ele, porque vou receber o restante que ele está me devendo, dá quase R$ 1.300 e preciso pagar umas coisinhas e arrumar os pneus'”, contou.


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Assim como uma amiga da mulher, Juliana acredita que o crime pode ter sido resultado da rejeição da companheira, e não descarta a motivação homofóbica. “Ele sabia que ela tinha essa orientação, então pode ser que ele tenha tentado algo para mudar a orientação sexual dela, como a maioria dos homens faz quando sabe. No caso dele, era uma obsessão por ela”, classificou.

O corpo da motorista foi encontrado no domingo (20), perto de um motel no Jardim Copacabana, com sinais de traumatismo craniano. Segundo a polícia, após a negativa de Vanusa ele a jogou para fora do carro e bateu sua cabeça diversas vezes no meio-fio. Após deixá-la sem vida, ele praticou sexo com o cadáver da vítima.

Suspeito responderá por crimes

Santos está preso na Delegacia Delegacia de Investigações Criminais. Ele responderá pelo crimes de tentativa de estupro, homicídio, vilipêndio a cadáver e ocultação do corpo. Ele já tem outras cinco passagens pela polícia por crimes como ameaça, injúria e danos, também tendo mulheres como vítimas.