O ambulante Luiz Carlos Ruas, morto ao tentar defender transexual
O ambulante Luiz Carlos Ruas, morto ao tentar defender transexual (Foto: Arquivo Pessoal)

A 1ª Vara do Júri de São Paulo condenou os acusados pela morte do ambulante Luiz Carlos Ruas. O senhor foi assassinado em 2016, após tentar ajudar uma mulher trans que estava sendo agredida pelos envolvidos.

Alípio Rogério Belo dos Santos e Ricardo Martins do Nascimento foram julgados como culpados pelos crimes e ambos deverão cumprir 15 anos e três meses de prisão.

A mulher transgênero era o alvo principal dos agressores que desferiram chutes e pontapés contra ela. O caso aconteceu na área externa da estação Pedro II, da Linha 3-Vermelha do metrô, no Brás, região leste paulistana.


Ruas tentou impedir a ação dos agressores, que destruíram a sua barraca e o perseguiu. A vítima correu para dentro da estação, onde foi alcançado e recebeu os golpes dos assassinos. Apesar de vários usuários assistirem a sessão de pancadaria, nada fizeram.

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Apesar de ser levado às pressas ao Hospital do Servidor Público, Luiz não resistiu, e faleceu. A justiça concedeu uma liminar, que obriga ao Metrô pague pensão mensal de R$ 2.232,54 a viúva Maria de Souza Santos.

O ambulante recebeu uma homenagem da Coordenação de Políticas LGBTI da Prefeitura de São Paulo que rebatizou o Centro de Cidadania LGBTI Arouche para Centro de Cidadania Luiz Carlos Ruas.