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Liga Brasileira de Lésbicas acredita que não há possibilidade de haver diálogo com novo governo (Foto: Reprodução)

O encontro de representantes LGBTs com a futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, não convenceu a todos os inclusos na sigla. De acordo com o Jornalistas Livres, a Liga Brasileira de Lésbicas (LBL) é um dos exemplos de grupos que não creem em tal negociação.

A organização divulgou uma carta aberta à sociedade, onde descreve ponto a ponto o que acredita e apoia nesse cenário. Primeiramente, as responsáveis definem o que a LBL é e faz. De acordo com a carta, a organização é “uma articulação política de lésbicas e mulheres bissexuais pela garantia efetiva da livre orientação e expressão afetivosexual”.

Além disso, tem como princípios “o pluralismo, a autonomia, autodeterminação e liberdade, a democracia, a solidariedade; a transparência; a horizontalidade; a defesa do Estado laico; a defesa dos princípios feministas e suas bandeiras; a visibilidade lésbica e bissexual; a luta antirracista e anticapitalista e de combate às mais diversas formas de LGBTfobia”.


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Pautas essas que, segundo elas, o presidente eleito Jair Bolsonaro se opõe publicamente. Continuando, a LBL justifica seu posicionamento. “Somos uma rede que em seus 15 anos de existência atuou com posicionamentos independentes, de autonomia política e que nunca se esquivou do debate ético, crítico e coerente em prol da coletividade e da democracia. Desta forma, não acreditamos ser possível aliança com aqueles que pretendem nos exterminar”.

Oposição declarada

A posição da LBL é bem clara. “É irreconciliável negociar garantia de direitos e enfrentamentos a violências específicas de nossa população, como por exemplo, o estupro corretivo, com um Ministério que declara como meta resgatar o “Bolsa Estupro”. Assim como não é possível conciliar diálogo com defensores da existência da chamada “ideologia de gênero”, e o cerceamento dos debates avançados e dos direitos duramente conquistados pelos movimentos sociais”.

Para finalizar, a LBL diz que o objetivo é seguir em frente. “Não nos contentamos apenas com o fato de não retroceder, queremos AVANÇAR! Indivíduos do movimento que visam a autopromoção e a busca por ocupação de espaços aliados a um governo fascista, racista e misógino não nos representam e nem legitimam as nossas pautas e buscas por políticas públicas”.