Estudante denuncia ataque homofóbico em Colégio no Rio
Estudante do Colégio Visconde de Cairú no Rio levou oito pontos na cabeça após agressão (Foto: Reprodução/Facebook)

A Polícia do Rio de Janeiro identificou o suspeito de ter agredido dois estudantes no colégio Visconde de Cairú, localizado no bairro do Méier, na última segunda-feira (29), com golpes na cabeça, além de socos e pontapés. De acordo com o relato de uma das vítimas, que recebeu oito pontos na cabeça, o crime foi motivado por homofobia.

O agressor foi apontado como um aluno maior de idade que estuda no primeiro ano do ensino médio da mesma escola no turno da tarde. Segundo os jovens, eles foram ameaçados antes das agressões com um pedaço de pau.

“Quando a gente está subindo escada, essa pessoa está descendo escada, olhando com ódio para a nossa cara. Chegando na segunda parte da escada, esse menino chegou atrás da gente, tirando a camisa, falando que ele não era viado, falando que ele ia matar a gente o tempo todo. Falando: ‘Vou matar vocês, não sou viado, vou matar vocês’, com cara de ódio, querendo vir para cima de mim”, relatou uma das vítimas ao G1.


“O meu amigo caiu no chão e eu fiquei em estado de choque. Eu não sabia o que fazer. Logo após ele ter arriado o meu amigo, meu amigo caiu no chão e ele veio para cima de mim. Foi quando ele tentou acertar uma madeirada na minha cabeça também, mas eu desviei”, contou.

LEIA MAIS:

Pabllo Vittar canta pela 1ª vez tema de “Super Drags” e pede “resistência”em lançamento da série

Sam Smith comemora marca de 20 milhões de álbuns vendidos

Após o ocorrido, os adolescentes foram até a direção do colégio e denunciaram o ato. As câmeras de segurança chegaram a ser checadas, mas o agressor não foi identificado no primeiro momento.

O caso foi registrado na delegacia do Méier como lesão corporal. Os alunos agredidos trabalham durante o dia e estudam à noite e já decidiram que não vão voltar mais ao colégio. “O negócio é a marca que fica na nossa vida, porque isso é um trauma que a gente vai levar pelo resto da nossa vida”, afirmou. A secretaria estadual de Educação disse apenas que o assunto está a cargo da Polícia Civil.