Polícia de Maceió descarta homofobia na conclusão do inquérito da morte de dois jovens
Davi e Alecsander foram mortos em Maceió (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil de Maceió divulgou nesta terça-feira (16), a conclusão do inquérito sobre as mortes  de dois jovens em junho deste ano. A inicial suspeita da linha de investigação que levava a possíveis assassinatos por motivação homofóbica foi descartada.

De acordo com o G1, Davi Trindade Cinfrônio, de 18 anos, foi assassinado a pedradas na noite de 19/06, no Conjunto Cleto Marques Luz, no Tabuleiro. O outro envolvido, o  adolescente Alecsander Araújo Tenório dos Santos, de 17 anos, antes apontado como testemunha do primeiro crime, teria sido o autor do assassinato que havia tomado tal atitude por inveja, e executado por vingança pelos amigos da vítima.

“Concluímos que o Davi foi assassinado pela segunda vítima, que foi o Alecsander. No local, havia objetos que pertenciam a ele e um cinto que a família reconheceu. O celular do Davi foi encontrado na casa dele [Alecsander], e que o próprio próprio irmão contou que ele chegou em casa e assumiu”, explicou a delegada Rosimeire Vieira.


Um menino, de 14 anos, e uma menina, de 16, foram presos acusados de participação no segundo homicídio. As datas das apreensões não foram divulgadas, mas a delegada assegurou que eles admitiram o assassinato por vingança. Ambos foram levados para uma unidade de internação de menores infratores.

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Os dois jovens mantinham um relacionamento amoroso. Na época do primeiro assassinato, o Alecsander teria afirmado aos policiais militares que estava com Davi em uma festa e que viu quando dois rapazes em uma motocicleta passaram no local e saíram com ele.

Entretanto, o inquérito revelou que os dois foram juntos ao local no qual Davi foi encontrado morto para manter relações sexuais. Os agentes chegaram a este resultado após análises das câmeras de segurança.

No momento da execução, havia ficado claro com a análise das imagens do local que eles se desentenderam, após o adolescente tentar levar o celular da vítima.