O ator francês Arnaud Gagnoud mostra ferimentos após agressão homofóbica
O ator francês Arnaud Gagnoud mostra ferimentos após agressão homofóbica (Foto: Reprodução/Instagram)

O ator francês Arnaud Gagnoud usou as suas redes sociais para denunciar uma agressão homofóbica que sofreu ao abraçar o seu namorado em frente a um teatro de Paris, na noite desta terça-feira (18).

O episódio aconteceu enquanto o casal esperava uma amiga que também é atriz em frente a um teatro no 20° distrito de Paris, no nordeste da capital. “Cometemos a infelicidade de nos abraçar enquanto conversávamos. Uma carícia. Apenas uma carícia”, relatou o artista.

“Um grupo de três jovens que estava por perto começou a lançar uma série de insultos homofóbicos. Eles exigiam que nós deixássemos o bairro e gritavam: aqui não tem lugar para bicha!”, continuou.


Os namorados não tiveram nem tempo de reagir às agressões e foram logo sendo atacados pelo grupo. Outros três jovens se juntaram aos agressores empurrando as vítimas. Um deles chegou a utilizar um capacete de motocicleta no ataque.

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Gagnoud e seu namorado foram abrigados por pessoas que saíam do espetáculo, que os levaram de volta para dentro do Teatro. O artista levou dois golpes na cabeça que culminaram em um “traumatismo facial, uma equimose e um edema nas pálpebras”, e por isso, sete pontos e sutura no rosto.

O rapaz registrou uma queixa na polícia logo após o ocorrido. Uma investigação da agressão foi aberta por “violência com arma motivada pela orientação sexual e ameaças de crimes ou delitos em razão da orientação sexual”.

Je savais qu’un jour ça m’arriverait. Une agression homophobe violente en pleine rue. Je savais qu’un jour je devrais faire ce choix : prendre une photo et la publier ou ne pas la publier. Avec les conséquences que cela aura dans les deux cas. Je ne savais juste pas quand cela aurait lieu. C’est donc aujourd’hui. — Hier soir, avec mon copain, nous sommes allés voir jouer une amie et collègue comédienne dans un petit théâtre du 20ème arrondissement de Paris. Alors que nous sortions prendre l’air et attendre notre amie, nous avons eu le malheur, en discutant, de nous serrer dans les bras. Un câlin. Juste un câlin. Il était 22h00. Un groupe de trois jeunes, postés à une vingtaine de mètres, nous a vus. Ils nous ont interpellés. Comme nous les avons ignorés, ils se sont rapprochés. Un flot d’insultes homophobes sortait de leurs bouches. Ils exigeaient que nous quittions “leur quartier” où “y a pas de PD ici”. Comme nous avons refusé de partir, les insultes sont devenues plus graves, plus haineuses. Puis un quatrième les a rejoints. Un gamin qui paraît avoir douze ans. Et c’est lui qui a appelé des renforts. Un scooter avec notre cinquième et sixième agresseurs. Insultes, bousculades, menaces. On ne cède pas. Le chauffeur du scooter détache son casque, le retire, et me frappe avec. Deux coups portés à la tête. Tout va très vite. Les spectateurs du théâtre voient la scène, arrivent en courrant, les font partir et nous mettent à l’abri. Mon copain n’a rien, fort heureusement. Pour moi un traumatisme facial, avec ecchymose et oedeme periorbitaire. 7 points de sutures et plusieurs jours d’ITT. — Voilà. Nous avons fait le choix de partager cette photo et notre histoire. Nous avons fait le choix de porter plainte. Pour que ces violences cessent enfin, même si nous ne nous faisons pas d’illusions…

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