O prefeito de Jaçanã, cidade localizada a 150 km de Natal, no Rio Grande do Norte, Oton Mário de Araújo Costa, de 43 anos, está sendo alvo de uma cassação de mandato por supostas irregularidades em seu governo.

Para o líder do executivo municipal, no entanto, a abertura de impeachment teriam outras motivações, que vão desde a quebra de privilégio, à sua homossexualidade.

Filiado ao PSOL, o prefeito, eleito em 2016, conta que mesmo na época de campanha já era vítima de ataque homofóbicos, com conservadores lhe perguntando “quem vai ser a primeira-dama?”.


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“Não aceitam terem perdido para alguém sem tradição [na política]”, disse ele em entrevista à Folha de S.Paulo, ressaltando a quebra de privilégios dos ocupantes da velha política.

“Eles tinham auxílio-medicamento, acesso livre ao posto de gasolina. Abasteciam e a conta vinha para cá, sendo que a Câmara tem recursos”, apontou.

Ainda, ele diz ter feito uma varredura em funcionários fantasmas. “Tinha mais de 30 apadrinhados. Até gente que mora em São Paulo e recebia salário”.

De acordo com a Folha, a prefeitura da cidade estava nas mãos do mesmo grupo político há cerca de 50 anos e, agora, a Câmara aprovou por uma maioria de votos abertura de cassação contra Oton, apontando uma série de problemas administrativos.

“Sei que não fiz nada de errado. Se tem algum erro, foi feito por pessoas ligadas a mim e por ingenuidade. Não foi para desviar recursos, para enriquecimento ilícito”, disse.

Por fim, Oton apontou os benefícios que trouxe para Jaçanã, como contratação de médicos, climatização de salas de aula, operação tapa-buraco, entre outros.

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