Pabllo Vittar no clipe Então Vai
Pabllo Vittar [Foto: Reprodução/Instagram]

A ascensão da drag queen Pabllo Vittar na música brasileira será o tema do Conexão Repórter, desta segunda-feira (27), no SBT. Em entrevista ao jornalista Roberto Cabrini, ela lamentou a discriminação sofrida pela comunidade LGBT no Brasil.

“[É um país] muito homofóbico, preconceituoso, transfóbico, racista pra caramba. Eu vejo isso todos os dias”, afirmou a cantora acrescentando que não trabalha para os moralistas.

“Para as outras, a gente quer levar informação. Quer mostrar que a gente é capaz. Quer mostrar que nós, LGBTs e gays, temos caráter, trabalhamos, temos sim os mesmos direitos… E a gente pode fazer o que quiser. Posso exercer qualquer função no mercado de trabalho, porque eu sou capaz disso. A minha sexualidade, a minha condição sexual, não me incapacita, não me faz menos. Provo isso para mim mesma, todos os dias.”


LEIA MAIS:

Aliado da causa LGBTQ, senador americano John McCain morre aos 81 anos

Cena de beijo entre Maura e Ionan em Segundo Sol é alvo de críticas nas redes sociais por sugerir “cura gay”

Gênero fluído, Pabllo explicou que não tem preferência em ser chamada pelo gênero masculino ou feminino. “Muitas vezes as pessoas ficam chocadas. Quando ando na rua, lá na minha cidade, as pessoas se perguntam: ‘É ela? É ele?’. Tanto faz, acho que a gente está na vida para ser múltiplo”, disse.

Ainda na entrevista, a intérprete de “Problema é Seu” falou sobre a infância e disse que não sentiu falta da figura do pai em sua criação. “Eu nem cheguei a conhecer meu pai. Essa força masculina que a gente encontra em figuras que geralmente vem dos pais eu recebi muito dos meus tios, dos meus amigos, do meu avô, pai da minha mãe, das pessoas que estavam comigo por perto”, contou.