O índio Majur
O índio Majur nas gravações de curta que leva seu nome (Foto: Cezar Rondon)

O curta “Majur”, de Rafael Irineu, que conta a história do índio gay da aldeia pobore, localizada no interior do Mato Grosso que dá título ao filme, concorre a mostra competitiva do Festival de Cinema de Gramado, que em 2018, chega a sua 46ª edição.

Responsável pela comunicação da tribo com o mundo, Majur diz no filme que relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo não eram discriminadas na tribo antes da chegada dos colonizadores as suas terras. “Minha mãe dizia que as relações homoafetivas eram aceitas na aldeia. Foi o branco que trouxe o preconceito para a tribo”, disse na produção.

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Em entrevista ao G1, o diretor Rafael Irineu contou que conheceu o índio enquanto filmava outro trabalho na tribo. “Essa história precisa ser contada porque existem mais LGBTs indígenas, LGBTs na cidade, e a gente precisa lutar pelos direitos deles. A gente tem muito a conquistar”, afirmou ele.

O curta conta com uma equipe formada por pessoas LGBTs, mulheres e trans, algo que Rafael diz ser incomum no mercado audiovisual cuiabano, dominado por homens.