Mulher transexual recorreu à Justiça para poder registrar o filho

A mulher transexual Ágata Vieira Mostardeiro, de 25 anos, foi impedida de registrar seu filho biológico, Bento (recém-nascido), fruto do relacionamento com Chaiane Cunha, de 26.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Ágata contou que se entendeu como mulher trans há um ano e um mês, mas esperou a gravidez de sua companheira ser confirmada, para então iniciar o tratamento hormonal de transição de gênero.

Agora, após a transição, a professora não pôde ter o nome da certidão de nascimento do filho, como mãe biológica.


“Me orientaram a fazer a certidão só em nome da outra mãe e eu ser registrada como mãe socioafetiva. É o que costumam fazer. Mas, eu sou mãe biológica. Bento é meu único filho e acho que será o único filho biológico possível de nós duas”, afirmou ela.

“É angustiante estar num momento feliz e não poder registrá-lo, além de me mencionarem como pai, volta e meia, de uma forma não legítima”.

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As mães da criança recorreram à Justiça, a fim de tentar solucionar o problema. No entanto, diante da demora, Ágata aceitou ser registrada como mãe sociafetiva, para poder incluir a criança em seu plano de saúde, e assim transferi-la de hospital.

“O Bento é de nós duas, é geneticamente das duas. Não faz sentido que só o meu nome conste [na certidão]”, afirmou Chaiane, que precisou assinar um documento dizendo que desistia de procurar “pelo pai biológico” do filho.

Ainda segundo a Folha, no final de junho, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou a regulamentação para retificações de nome e sexo em cartórios de todo o país. Sobre filhos, o documento se refere apenas à mudança de documentos já existentes: em caso de retificação do nome de um dos pais, a alteração deve ter concordância do próprio filho e de outro pai. O caso de Ágata é diferente.

Em nota, a Associação dos Notários e Registrados do Brasil (Anoreg) alega que o cartório “não se recusou a realizar o registro de nascimento”. “A precaução do cartório foi no intuito de evitar prejuízos à família em razão de eventual procedimento incorreto”.

A defesa de Ágata e Chaiane recorrerá da decisão, a fim de conseguir incluir no registro de nascimento de Bento que ele tem duas mães biológicas.

4 COMENTÁRIOS

  1. Sinceramente, eu não entendo esses termos que ficam criando. Ou é homem, ou é mulher, ou são gays ( vihado ou lésbica). Não fiquem inventando nomes pra confundir.

  2. Claro que ele é o pai biológico da criança e não a mãe, até porque ele afirma que antes de tomar hormônios para se parecer com uma mulher, então como homem, depositou o esperma dele dentro da companheira, portanto não cedeu um óvulo e sim espermatozoides. A justiça está corretíssima em negar a condição de mãe biológica até porque com certeza o tratamento hormonal não vai fazer criar nele um órgão genital feminino muito menos um útero, ele é o pai, com uma forma estranha, mas é o pai. Que loucura, estão imitando uma personagem da série Sense 8 onde um homem corta fora para se parecer com uma mulher mas depois começa a se relacionar com uma mulher de verdade, ou seja, se reconheceu mulher para ficar com homens mas depois se encontrou novamente como homem, preferindo ficar com gatas.

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