Apenas os países da Europa não criminalizam a homossexualidade
Senado abre votação sobre criminalização da homofobia (Reprodução)

Um jovem gay afegão que deixou seu país de origem em 2016 e buscou
asilo na Áustria, após ser vítima de perseguição dentro de sua própria comunidade, uma
vez que no Afeganistão a homossexualidade não é permitida, teve solicitação de asilo negado pelo país europeu por “não parecer gay”.

De acordo com as autoridades austríacas, o homem não “agia”
ou se “vestia” como um gay e por isso não é gay.

“A maneira como você anda, age e se veste não mostra nem de
longe que você pode ser homossexual”, apontou um funcionário do governo da
Áustria, de acordo com reportagem da agência de notícias alemã Deutsche Welle.


Leia mais:

Jornalista Felipeh Campos revela ao vivo diagnóstico de câncer nos testículos: “Estou muito confiante”

Victor Sarro posa de maiô para ensaio fotográfico que seria para ex-crush

O jovem chegou à Áustria em 2016, alegando, em um
primeiro momento ser de etnia hazara, que é considerada inferior e, portanto,
perseguida por afegãos de maioria sunita. Tempos depois, ele apelou para
permanecer no país tendo em vista sua homossexualidade que não é benquista no
Afeganistão.

Além da falta de trejeitos, os funcionários responsáveis por
conceder asilo a refugiados apontaram postura agressiva do jovem que “não seria
[o comportamento] esperado de um homossexual”.

Por fim, quando questionado sobre com que idade ele se
descobriu gay, o rapaz disse que aos 12 anos, o que mais uma vez foi contestado
e considerado “bastante cedo” e improvável porque o Afeganistão é uma sociedade
“onde não há estímulo sexual público por meio de moda e propaganda”.

O Ministério do Interior da Áustria se negou a comentar o
caso, mas admitiu que os funcionários da pasta costumam tomar decisões baseados
nas “impressões individuais” dos requerentes a asilo.