Candidatas do Miss São Paulo protestam contra Feminicídio na avenida Paulista
Candidatas do Miss São Paulo protestam contra Feminicídio na avenida Paulista (Foto: Divulgação)

Feminicídio é uma palavra nova para uma prática antiga, a lei define feminicídio como “o assassinato de uma mulher cometido por razões da condição de sexo feminino”.

Um terço dos homicídios de mulheres no mundo (35%) são cometidos por seus companheiros, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), enquanto só 5% dos assassinatos de homens são cometidos por suas parceiras. Em 2016, um terço das mulheres no Brasil (29%) relataram ter sofrido algum tipo de violência. Delas, apenas 11% procuraram uma delegacia da mulher e em 43% dos casos a agressão mais grave foi no domicílio.

A violência contra as mulheres  também foi alvo de um protesto na semana passada na capital paulista. As candidatas ao título de mulher mais bonita da cidade se reuniram no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, região central da capital, e seguiram em passeata . Com faixas e palavras de ordem, as manifestantes chamaram atenção dos frequentadores da avenida para o alto número de feminicídios no país.


As manifestações em prol das mulheres deve seguir para o palco da luxuosa casa de eventos em Alphaville neste sábado (25) no Miss São Paulo Be Emotion 2019, onde cerca de 12 candidatas disputarão a faixa que hoje pertence a Danielle Vasconsellos.

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O maquiador Raffael Souzza, que trabalha com as drag queens Pabllo Vittar, Aretuza Lovi, Iza e Solange Almeida já fez editoriais paras as revistas Glamour e Vogue fará parte do juri junto com outros nomes importantes do segmento de moda e beleza como Marcelo Soes (Coordenador geral do Miss Brasil Be Emotion), a socialite Cozete Gomes (empresária e ex participante do reality Mulheres Ricas), Solange Giarge (diretora da Revista Elite Magazine), Raphaela Schart (empresária e modelo), Cézar Augusto (esteticista exclusivo da cantora Claudia Leitte).

A apresentação do evento ficará por conta de Renata Maron e Lulli Chiaro, da Band Internacional, e ainda trará um show da cantora carioca Nathalia Alves, considerada a nova revelação da música pop. Com a realização e coordenação da promoter Lilian Chamma, o evento é licenciado pela BE Emotion, marca de beleza da Polishop, tem o apoio da produtora de conteúdo LGBT Aceita e da Secretária Municipal de Cultura de São Paulo.

Serviço:

Concurso Miss São Paulo Municipal Be Emotion 2019

FQuando: 25 de agosto
Horário: 21:30 horas
Local: Apogeo Nobre Alphaville
Endereço: Avenida Tamboré 1007, Tamboré – Barueri SP

2 COMENTÁRIOS

  1. Neologismo para uma prática antiga ainda frequente, lamentavelmente. Que bom que as misses estão protestando. Espero que nós, homens, também protestemos e façamos um exame de consciência: em que situaçlões fomos machistas? Deixemos de lado estes comportamentos extemporâneos e que só causam dor e aumentam as injustiças num mundo que todos temos o devewr de melhorar.

  2. Se for permitido pensar fora da pauta política, fora do senso comum e utilizar a ciência, vamos começar com algumas perguntas simples.
    O sexo de alguém deve ser utilizado como critério para a definição da moral? Fere o princípio da isonomia e a criação de leis que tomam como critério o sexo de alguém?
    Você afirma “Um terço dos homicídios de mulheres no mundo (35%) são cometidos por seus companheiros, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), enquanto só 5% dos assassinatos de homens são cometidos por suas parceiras.” Pode nos fornecer os números reais?
    Vamos falar de números absolutos de vítimas no Brasil. No intervalo de 1 ano no Brasil morreram aproximadamente 65 mil pessoas em decorrência da violência segundo o próprio Mapa da Violência, usando como fonte o banco de dados do SUS entre outros disponível em: (http://www.forumseguranca.org.br/publicacoes/atlas-da-violencia-2018/) >>> Das 65mil vítimas 5 mil são do sexo feminino (todos os casos, violência doméstica, destes aproximadamente 1500 casos seriam feminicídio); 60 MIL vítimas são do sexo masculino!!!
    E mesmo com esses dados do Mapa da Violência os senhores podem nos fornecer o número real de vítimas de violência doméstica de ambos os sexos, inclusive diferenciar a orientação de gêneros dos casais?
    Quando você cria uma lei infraconstitucional e aceita usar o sexo como critério para diferenciar alguém, você por lógica aceita: O edital de um concurso público que exige determinado sexo (só masculino, só feminino); Uma empresa pagar mais no mesmo cargo e função alguém do sexo masculino que feminino; Aceita uma lei penal que somente pune alguém pelo critério do agressor ser do sexo masculino e a vítima ser do sexo feminino.
    Você dá razão para machista quando afirma que mulher é diferente e pelo simples fato de nascer com o sexo biológico feminino é mais fraca, é menos capaz ou qualquer desses estereótipos de gênero, e isso deve ser um critério para ter um tratamento legal diferenciado, com privilégios e benefícios.

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